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segunda-feira, 8 de maio de 2017

BANDA GORDINI apresenta a História do Rock!






Numa noite mágica de verão, um cometa riscava o céu de Macacos na cidade de  São Sebastião das Águas Claras/MG. Ele passou sorrateiro, bem pertinho da lua, exatamente no momento que o rock  comia solto no ORANGOTANGO’S bar (http://www.portalmacacos.com.br/orangotangos.php) Ali estava eu, a convite, para assistir ao show dos incansáveis guerreiros do rock’n’roll, a banda Gordini.   
Os caras vieram diretamente das entranhas de BH/MG, com repertorio que nos faz viajar no túnel do tempo do rock dos anos 50 até 70. Mesclando sucessos nacionais e internacionais, a banda faz literalmente um showzaço.!

Fiquem agora com a entrevista gentilmente concedida pelo frontman Jairo ao site Leda Rocker.

LedaRocker:
1.Diretamente de Macacos/MG para entrevistar a banda Gordini, aqui com o frontman da banda, Jairo, que é tecladista e também vocal da banda! Conte para o site Leda Rocker  quanto tempo de shows pelas Minas Gerais?

JairoGordini:
_ Banda formada em 1996 pelo meu falecido pai que tinha banda de baile, e em reunião com amigos que gostavam de rock  levaram a frente o projeto e colocaram o nome de Gordini 66, depois Gordini 69 (com conotação  sexual), sendo o último Gordini lançado em 68. Então foi uma edição limitada do Gordini.

LedaRocker:
2. Quantos componentes haviam naquela época?

JairoGordini:
_ No início da banda eram 05 integrantes formados por 1 bateria 1 contrabaixo, uma guitarra base e uma guitarra solo e teclado

LedaRocker:
3. E hoje como está a formação?

JairoGordini:
_ Hoje somos 7 integrantes, pois decidimos incrementar os backing vocals, mesmo porque as músicas dos anos 50 e 70 eram muito mais trabalhadas em questões de harmonia e melodia, principalmente vocais. Sentimos esta falta pois alguns músicos integrantes não cantam.

Ledarocker
4. A banda tem músicas próprias ou vocês estão seguindo só a questão de releitura? Como está este projeto de vocês?

JairoGordini:
_ Decidimos durante esses anos de estrada trabalhar com música cover. A gente montou um repertorio que é uma homenagem ao Rock”N’Roll, conta a historia do rock , um repertorio  cronológico desde os anos 50 até o final dos  anos 70, para mostrar o que foi o melhor do rock’n’’roll na sua essência, na sua origem. Depois dos anos 70, as bandas foram influenciadas pelos primeiros artistas do rock’n’roll; então, assim, a gente queria mostrar o que foi o início do rock

Ledarocker
5. Dentro deste estilo do rock clássico, qual que é a banda de preferência de vocês? Qual a que vocês mais gostam de tocar?

JairoGordini:
_ Olha, é difícil a gente falar de uma banda especifica, é como você perguntar para uma mãe qual o filho que ela mais gosta! Vai ser meio difícil. É lógico que tem uma preferencial. Cada um da banda tem a sua preferência. Eu particularmente por ser tecladista, gosto muito, e que me influencia é  “Deep Purple” por causa dos sons do John Lord, eu me espelho muito nele e gostaria de tocar igual a ele, mas, estou muito a quem disto. Cada um com sua preferência, por exemplo, o João que é o nosso atual guitarrista, gosta muito do Lynyrd Skynyrd um som mais country music, country rock, mas a influência principal dele é o AC/DC. O Cassius já gosta mais de anos 80. Mas o legal é que juntando todos a gente consegue chegar nessa ideia que é a história do Rock. Vamos juntado as influencias e o bacana é isso.

LedaRocker:
6. E nestes 20 anos de estrada, você tem algum caso engraçado para contar pra gente?

JairoGordini:
_ Vixe! São vários! (risadas)
A FORMIGA NO PÉ DO NEGÃO: A gente foi fazer um show em Governador Valadares e tocamos muito em shows de motociclistas. Estávamos fazendo um show em uma sexta feira e depois no dia seguinte tinha um show em Martinho Campos. Então decidimos (pois foi uma viagem épica) não passar pela 381 (que é o caminho de praxe), porque lá tem muitos acidentes e sempre agarra pois era feriado de 12 de outubro. Decidimos passar por dentro da região de Valadares, cortando por Peçanha, Sabinópolis, saindo em Gouveia, pegar perto de Curvelo e ir embora para Martinho campos. Perto de Peçanha peguei o trecho errado, entramos em um trecho de 40 km de estrada de terra, nesse meio do caminho tinha uma plantação de eucaliptos. Todos estavam dormindo, eu lá dirigindo e a minha esposa Adriana (Fotografa da banda) disse :  _ Poxa! Aqui dá uma sessão de fotos muito legal! Paramos então no meio da plantação de eucaliptos para bater uma foto. Realmente a foto ficou sensacional. Todos fizeram aquela pose, com cara de quem acabou de acordar ( meio amarrotados), entramos no meio do mato, de frente aos eucaliptos e lá fomos bater a foto. De repente o baixista começou a pular no momento das fotos e a Adriana pediu para ele parar de pular porque você  vai sair torto na foto1 (risos)... Não sô, é porque tem um formigueiro aqui onde eu estou! ( risos e mais risos) e o pé do negão se encheu de formigas e ele foi batendo o pé e coçando as pernas no resto da viagem.

LedaRocker:
7. Em quantas cidades vocês já passaram nesse período todo, nesses 20 anos vocês calculam em quantas cidades? Sempre tocando em Minas ou sairiam para outros Estados?

JairoGordini:
_ Ô Lêda, é imensurável isso, viu...  Não consigo contabilizar a quantidade de cidades não. Acredito que deve ter chegado em umas cem cidades, nesses 20 anos foram muitas cidades  que nos conhecemos. Estivemos no Espirito Santos várias vezes, embora tenham sido poucas cidades posso citar : São Mateus, Vitória, Guaiçui, Baixo Guandú, Guarapari. Todos em eventos de motociclistas.

LedaRocker:
8. A banda Gordini pelo que senti, é bem família. Conta para os leitores de site Leda Rocker quantos membros da família estão presentes na banda?

JairoGordini:
_ A questão familiar é exatamente por ter sido criada pelo meu pai e eu sempre o acompanhando nas questões musicais, daí começou a ser uma banda família. Inclusive, o guitarrista que ajudou a fundar a banda, que era o João Sander e seu filho tocava contrabaixo e o baterista que era o Gilberto, era primo do João Sander. Fazíamos o ensaio e depois íamos para as cozinhas das casas para bater papo, uma coisa bem família. Hoje na banda da família, sou eu (  um dos fundadores com o meu pai), a minha irmã  Fabíola, que recentemente veio fazer parte como back-vocal, a minha esposa Adriana Ferreira, o Cassius está conosco desde 2001 e eu o considero como um irmão. Agora entrou para a banda, quero dizer antes entrou para a banda o Wellington que era baixista e agora entrou o João Hemprich e o Állan Ganz, que também já são da família! Ficam lá na cozinha com a gente antes e depois dos ensaios. Costumamos dizer que o melhor lugar da casa é a cozinha.

LedaRocker:
9.  Vou entrar em um assunto um pouco delicado, que faz parte da vida dos artistas  e de quem toca na noite. Eu queria saber se vocês já tomaram muitos calotes ai das casas de shows. Conta para a gente se já tomaram e qual foi o pior deles.

JairoGordini:
_ Olha, eu posso dizer que Graças a Deus nesses 20 anos que a Gordini está na estrada, não tomamos calotes de nenhuma casa, nem de produtores e nada parecido. Na verdade, desde 2001 a gente vem trabalhando mais com motociclistas. As casas noturnas da capital deixamos um pouco de lado. Desta forma tivemos poucos contatos com casas noturnas. Os motociclistas são bem centrados no que fazem, são muito sérios e não costumas ter problemas com eles não. Agora, de 2016 para cá decidimos trabalhar mais em Belo Horizonte e estamos entendendo como funciona a noite de Bh ainda, tentando nos adaptar. O que temos observado é que os cachês nas casas noturnas não são muito bacanas. Em Belo Horizonte o musico não é valorizado. A verdade é essa. Eles tem o musico como um cara que está ali só divertindo, como um hobbie, e que toca só por diversão. Não que a gente não faça por isso. Todos nós temos empregos,  mas a musica tem um custo e não é baixo. Porque tem que se comprar instrumentos de qualidade e são caros. Equipamentos são caros. A manutenção é cara. Os ensaios, para se pagar um período no estúdio é caro. Tudo na musica tem um  valor muito alto. Porque  o cachê tem que ser baixo? Porque o musico tem que tocar em troca de uma janta e R$ 10,00 e está bom.. pago  a sua gasolina, pago o hotel para vocês e está tudo legal! E não é por ai, não estamos aqui nos divertindo. Nós estamos trabalhando na noite e se não formos bons no que fazemos, ninguém vai querer nos contratar.

LedaRocker:
10.  Você acha por exemplo que essa desvalorização do musico, principalmente voltado para o rock’n’roll e ainda a expressão “O ROCK’N’ROLL MORREU”?’


JairoGordini:
_ NUNCA! Eu discordo completamente disto. O R.Rl pode ter saído de moda. Era moda no Brasil em 1980.  O Brasil em cada período lança modas, estilo de música que vira moda. Então nos anos 80 era o rock. Nos anos 90, era Axé e o Pagode. Nos anos 2000 começou  o funk carioca. Infelizmente entramos nos anos de 2010 e estamos caminhando para 2020 já  e está essa mistura ai do Axé com o Funk, como uma degradação total da família Brasileira, da família mineira,por causa destas musicas que desvalorizam a mulher, desvalorizam o homem, o trabalho. Só degradando e difamando a vida, em si. O Rock pode não estar mais em moda, mas é o único estilo que está no mundo inteiro, agora o Pagode, o Axé e o Funk é só aqui. Então não podemos dizer o que o Rock morreu. Eu não acredito nisso.

LedaRocker:
11. A família Gordini, neste tempo de estrada, vocês pensam em preparar algum rebento futuro? De dar um prolongamento para o trabalho de vocês? Ou seja, tem gente nova no pedaço junto a vocês para que o rock não morra, enquanto Banda Gordini?


JairoGordini:
_ A banda Gordini começou com uma ideia muito interessante. No início como o meu pai foi o fundador e já tinha ali os seus quarenta e poucos anos, e assim com os amigos, o único novo da banda era eu, que naquela época tinha uns doze, treze anos. Eles tinham uma ideia de ter na banda integrantes com mais de quarenta. Até para casar um pouco com o slogan do carro Gordini, pois quando o carro foi lançado dizia: “EMOÇÃO EM 40 HPS” e o slogan da banda inicialmente era: “EMOÇÃO ACIMA DOS 40”. Era bem voltado para a terceira idade. Com o falecimento do meu pai e os outros músicos que ajudaram a formar a banda começaram a ficar com a idade mais avançada, problemas de saúde, e de não aguentarem mais viajar, fazer shows e noitadas.... A gente começou sem muita intenção, renovar a cara da Banda e a aceitar músicos mais novos na banda, com a idade entre os trinta e quarenta anos. É difícil  conseguir músicos com esta idade que tenham interesse de tocar  esse tipo de musica e viajar. E recentemente os rapazes que entraram para a banda são bem novos!

LedaRocker:
12. qual a idade dos novos integrantes?

JairoGordini:
_ O mais novo da banda é o guitarrista solo João Hemprich ( né Joãozim? ) com 21 aninhos e o Állan Ganz que é o nosso segundo guitarrista que está com 26 anos, fez aniversário na virada do ano!!! Eles são jovens e acredito que vão nos ajudar a prolongar a história da Gordini e do Rock, e logo, logo vão ter que trocar o cantor, que está começando a ficar velho, semi-novo! ( risos)
Állanganz : - O João foi muito cara de pau!  Pois  quando ele viu o anuncio da banda Gordini, que estava contratando guitarrista, a idade mínima que a Gordini colocou era 25 anos. E ele tinha 21! 
JoãoHemprich: - Eu tinha 20!!!  (risos) . Állan, eu fui cara de pau! mandei mesmo! Hahahaha! Já que estamos na merda, vamos mandar! Eu conversei com o Jairo tudo o que tinha que conversar e no final eu disse.. Eu tenho 20 anos, tem problema? (mais risos)

JairoGordini: 
_ Na hora que ele falou que tinha vinte anos eu pensei assim ... NÓ! E agora? Mas, inicialmente nós até, pela questão da idade, pela postura, pois quando é novo se é muito agitado e Oba! Oba! Confesso que no início o João não ia ficar na banda não! Fizemos o teste com eles e pela idade, pela postura, estávamos dando até preferência para outro músico, mas ou outro musico nos deu menos segurança que os dois.  Conversamos com eles e dizemos; A qui nós somos uma cambada de velhos, a gente é chato, trabalhamos assim, tem que ter responsabilidade, foco, tem que ser desse jeito, a banda tem 20 anos.. Então entenderam e aceitaram fazer parte.  Mas de vez em quando tem que puxar a orelha, mas puxamos com  carinho e estamos juntos!
JoãoHemprich: Puxa a orelha e dá um tapa na nuca! ( risos)

LedaRocker:
13.  neste  metiêr, circulando , fazendo shows, como vocês  sentem o termômetro do público?

JairoGordini:
_ Engraçado que durante o jantar aqui, após o show, estávamos comentando sobre as músicas que estamos ouvindo ai no fundo, que são mais Rockabilly, rock mais anos 50, 60, mais voltado para a juventude do pós guerra. Percebemos, nesse meio tempo que rodamos em Bh, que não existe mais bandas que tocam esse estilo. As bandas de rock vão procurando um caminho mais rentável, até pela idade da turma que vai para a noite, é a turma dos anos 80 que já está acabando e entrando a turma dos anos 90. O pessoal que era jovem nos anos 90, adolescentes, já tem um poder aquisitivo, e a turma dos anos 80 já estão na faze do “ah, não! Quero ficar mais em casa”, sair para a noite é cansativo, se casaram, com filhos. Então, com isso as bandas estão voltando para  o estilo, 80, 90. Estão acabando as bandas de rock clássico.  Antigamente existiam várias bandas de Rockabilly .As que tem, estão escondidinhas. Temos observado isso e visto que o  nosso repertorio precisa caminhar um pouco para trás. Ao invés de ir na direção que estão indo, nós estamos regredindo para os 60, 50. Temos observado que toda festa de casamento, formatura ou qualquer outra festa que tem Dj, ou mesmo bandas bailo que vão tocar, eles começam as músicas com rock dos anos 50 e 60, e quando tocam essas musicas a pista lota a pista enche! Todos vão dançar. Estamos observando que devemos caminhar para os anos 50 e 60 mesmo. Estamos com intenção de fazer isso no ano que vem

LedaRocker:
14. O que fazem vocês persistirem com a música? Vocês vivem de música ou cada um tem a profissão distinta?

JairoGordini:
_ Cada um tem a profissão distinta. a música na verdade o rock né que o estilo que escolhemos não é tão rentável como eu disse antes os caches não são tão bacana e o que é mais interessante o que tem dado dinheiro hoje e o tal do sertanejo, axé e a gente não quer tocar isso então nós temos levamos a música como hobby, Nós tocamos porque gostamos porque temos prazer. Eu trabalho com transporte de passageiros há muitos anos, na verdade eu até agora dei uma pausa nisso abri uma oficina de carros antigos uma coisa que eu sempre gostei e estou tentando entrar nesse ramo então essa é minha profissão principal. A música é um hobby. O Cassius nosso baterista trabalha na Prefeitura de Ibirité, há mais de 20 anos, ( funcionário público).  A minha esposa Adriana é secretária. O Állan é advogado, o João está fazendo  publicidade. A Fabíola é fiscal de transporte. O baixista Wellington trabalha como almoxarife em uma empresa de construção. Bem diversificado, cada um em sua área. O  nosso hobby é a música, e nossa diversão, o que não significa que levamos a música como brincadeira, levamos com profissionalismo.

LedaRocker:
15.  Agora para terminar, nos conte algo bem pesado e picante!

JairoGordini:
_ Vixe! (Muitos risos e gargalhadas) Ah! Já sei! Nós fomos tocar uma certa vez  em uma cidade no interior de Minas, em um encontro de motociclista e um baixista da nossa banda, (não vou citar o nome mas já saiu da banda há tempos) e lá apareceu uma “Pin-up Girl Plus size” ( risos); ela foi lá ver o show da banda. Este baixista é chegado em uma “Plus size”! ( mais risos). E ela ficou por ali rodeando... acabou que caiu nos encantos do rapaz. Eles foram para o hotel onde estávamos hospedados. No meio da noite começamos a ouvir   “ruivos” e “tapas”! ( muitas risadas de todos... hahahahahha) muitos ruivos e tapas.. e uns olhando para a cara do outro e se perguntando.. o que está acontecendo aqui?!!! Literalmente pesado. Este acontecimento rendeu assunto por muito tempo.  E foi o último show desse baixista, que já estava mesmo de saída.

LedaRocker:
16.  Vocês querem deixar um recadinho para os leitores  do site Leda Rocker?

JairoGordini:
_ Galera , gostaria de dizer aos amantes de rock’n’roll,  que valorizem  mais as bandas mineiras, belorizontina, porque temos percebido que em Bh em si é muito ruim a cena rock pq o público não valoriza as bandas, não as bandas covers, mas as autorais. Hoje tocamos rock clássico, mas ele foi autoral em algum momento. Se não tivesse alguém ali produzindo aquela música, compondo as letras , jamais seria um clássico. O pessoal da cena rock tem que ter mais afinco, valorizar mais as bandas, ficam escolhendo onde vai, onde tem o melhor cachê. Prestigiar as bandas autorais. Acredito que todas as bandas de rock, a turma que gosta, vai para noite, vamos lá! Vamos ajudar, vamos pagar o cachê. Na hora que o pessoal assenta na mesa, comem ali batatinhas, tomam cerveja, porém questionam o valor do cachê. PÔ mais eu vou ter que pagar isso de cachê? Mas eu não quero ver a banda. Gente vocês gostam de rock? Então vamos apoiar as bandas! Ai, o pessoal vai lá apoiar aquela banda gringa, legal! Eu também gosto de bandas gringas. Não é à toa que toco cover. Mas vai lá e paga R$ 300,00 (trezentos reais) em um ingresso, ingresso dos mais baratos, porque ainda tem camarote e etc... e na hora de pagar R$ 15,00 ( quinze reais) para ir ver o amigo que tem uma banda de rock tocar, acha um absurdo! Falo isso tanto para as covers quanto para as autorais. ]então vamos valorizar! Principalmente as autorais, que é o início de um clássico. Tem vários ai de bh que foram autorais e estão hoje, bombando. Sem apoio as bandas vão acabar mesmo.

LedaRocker:
17. Precisa então do apoio do publico?

JairoGordini:
_ Sim! Do publico. Tem que ajudar tem que curtir, se gosta do rock vai atrás! Vamos acompanhar. Valorize seus amigos que tocam, valorizem as bandas de Belo Horizonte e de Minas Gerais. O engraçado é que fomos tocar em Varginha recentemente e o dono da casa noturna onde iríamos nos apresentar, teve um custo altíssimo. Ele bancou nosso transporte, nossa alimentação, bancou a nossa hospedagem e isso ficou caro para ele. Agora uma casa em Bh não paga isso para a banda.  Porque, ela não consegue cobrar um cachê para a banda tocar ali. Fica difícil se o pessoal não apoiar as bandas de BH, como as bandas poderão fazer a cena rock acontecer na cidade? É isso! O meu recado é esse. Acredito que o pessoal da Gordini concorda comigo e estamos juntos. (Leda Rocker disse: então vamos que vamos que o rock’n’ roll não para, não para nunca.  O André (nosso técnico de som e costuma viajar com a gente em shows maiores), roqueiro das antigas, musico, tocou teclado nas bandas de bailes da noite dos anos setenta, oitenta, um cara muito experiente! Ele tem uma frase e eu gosto de repetir. Ele diz o seguinte : O Rock ainda vai salvar o mundo.
LedaRocker: Então vamos finalizar esta entrevista com a seguinte frase:   O Rock já está salvando o mundo!


É meus caros!
A banda Gordini tem muito chão, suor, rock e histórias para contar!


Cometa Loucuras e Rock
“Algo riscou o céu!
Ao lado da lua, o cometa.
Num trajeto linear,
Nos convida a velejar.
Tudo vai mudar!
Da luz da lua vem
O temor da noite.
O rock ajuda a relaxar.
Do cometa, o rastro.
Da vida, o devir.
Mas o que mesmo importa?
Vamos curtir! ”

Macacos, 2017 – Leda Rocker

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